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PL rejeita apoio à reeleição de Alcolumbre e lança Marinho como candidato ao Senado

A bancada do PL e senadores de outros partidos da oposição não chegaram a um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) como presidente do Senado. Como alternativa, o PL vai lançar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) na quarta-feira da próxima semana.

Com 28 senadores em fevereiro do ano que vem, mais de um terço do Senado, o PL planeja uma reunião na próxima semana para formalizar a candidatura de Marinho. O ex-ministro e atual senador estava em busca do aval de importantes membros do partido, que já foi dado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), ambos com histórico político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No cenário atual, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra de Jair Bolsonaro, também tenta se posicionar como candidata, embora haja a expectativa entre os opositores de que, ao final, surja um único nome para disputar a presidência com Alcolumbre.

Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, enfatizou a importância da união entre o partido e a oposição para ampliar a influência na Casa e buscar um reequilíbrio de poder entre as instituições. A sua fala reflete uma percepção de necessidade de uma resposta forte diante da proposta de Alcolumbre para construir um acordo que pudesse favorecer o ex-presidente.

Alcolumbre, buscando apoio, havia tentado articular um entendimento que incluísse o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a possibilidade de discutir medidas como indulto presidencial, anistia ou redução de penas que já estão fora de pauta no Supremo Tribunal Federal. No entanto, não houve consenso entre parlamentares da oposição sobre a viabilidade dessas medidas e a capacidade de Alcolumbre de sustentar um eventual acordo.

A desconfiança sobre a proposta de Alcolumbre foi manifestada por membros da oposição, como o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que descartaram a possibilidade de apoiar a reeleição do presidente do Senado em troca de promessas não garantidas. Além disso, experiências anteriores de apoio ao atual presidente sem resultados concretos também aumentam a resistência.

Outro ponto importante na disputa é a tentativa de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Esse movimento é visto como uma das principais bandeiras da oposição, mas a expectativa é que Alcolumbre não se empenhe nisso, uma vez que ele se encontra próximo ao ministro.

A candidatura de Marinho, por outro lado, se estrutura com o apoio da bancada do PL e possíveis dissidências nas legendas do Centrão, como o Novo, que também se opõe a Alcolumbre, somando assim uma base de apoio inicial que, embora ainda inferior ao gerenciamento atual do Senado, pode ser fortalecida por divisões internas entre os partidos adversários.

O caminho até a presidência do Senado, porém, ainda não é garantido para nenhuma das partes, especialmente para Alcolumbre, que, embora tenha o respaldo da federação União-PP, enfrenta as divisões dentro do próprio grupo. De acordo com a proibição de identificação de votos na eleição, deputados podem mudar sua posição sem punições, o que pode influenciar o resultado final.

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