Sérgio Frias se torna o terceiro candidato à presidência do Vasco ao lançar sua chapa intitulada “O Vasco é eterno”. Com 56 anos, ele é professor convidado da UERJ, escritor e pesquisador com formação em Direito e Gestão Esportiva. Frias fará oposição ao atual presidente, Pedrinho, nas eleições marcadas para o dia 14 de novembro.
Filiado ao clube há 34 anos e conselheiro em diversas gestões, Frias atuou como vice-presidente do Conselho Deliberativo entre 2015 e 2017 na administração de Eurico Miranda. Ele já havia se candidatado à presidência em 2020 e à vice-presidência em 2023, pleito vencido por Pedrinho.
“Sou candidato porque alguém precisa proteger o Vasco. O futebol agora tem um novo controlador e queremos que dê certo. Mas o clube segue existindo, com seu patrimônio e sua história. O Vasco é eterno e nosso papel é garantir que continue sendo”, destacou Frias.
Durante sua campanha, o candidato enfatiza a necessidade de fiscalização das promessas feitas na reestruturação da SAF e as mudanças pretendidas para o crescimento do clube. “A direção do Vasco disse que há dinheiro infinito e que os valores do contrato pouco importam. Portanto, precisamos exigir resultados”, afirmou.
Frias apontou os desafios que o clube enfrenta nos últimos anos, destacando a necessidade de um novo rumo. “Em 15 dos últimos 18 anos, o vascaíno viu fracasso em cima de fracasso e dívidas crescendo. A exceção foi de 2015 a 2017, quando conseguimos entregar o clube na Libertadores, com receita maior e dívida menor”.
A chapa da oposição tem como meta conquistar 30 cadeiras no Conselho Deliberativo, um número que consideram significativo diante da estrutura atual das eleições, onde a chapa vencedora pode indicar 120 nomes. Frias e seus aliados entendem que a corrente da oposição enfrenta dificuldades para vencer Pedrinho, que vive um bom momento à frente do clube.
Além disso, é notável a preocupação de Frias em relação ao futuro do associativo no Vasco, propondo projetos para a ala social e enfatizando a importância de o clube ser autossuficiente. “Um clube institucionalmente forte é crucial para o futebol, assim como um futebol forte é importante para o clube”, finalizou.