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Ex-agente do Mossad é investigado por suposta ajuda a Flávio Bolsonaro na fuga para os EUA

As investigações sobre a fuga do ex-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), revelam a possível participação de Menachem Booky Halevy, um ex-agente do Mossad, serviço de inteligência de Israel. Essa informação foi divulgada em uma reportagem recente.

Conforme reportado, Halevy estava entre os passageiros de uma van que cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina imediatamente antes de outra van, que supostamente levava Flávio Bolsonaro e sua família. Ambas as vans são de propriedade da empresa brasileira Dallas Turismo.

Menachem Halevy já teve encontros com autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e visitou o Brasil várias vezes em 2026, sendo sua última entrada registrada no país no dia 19 de outubro.

Outro ocupante da van era Roberto Jorge Alexandre, advogado que já defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro. O motorista Neri Luiz Dala Corte declarou ter sido contratado para levar dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú e negou ter visto a família Bolsonaro durante a viagem.

Após a abordagem dos jornalistas argentinos, o motorista relatou que havia uma comitiva acompanhada por uma caminhonete da Polícia de Segurança Aeroportuária e outros veículos oficiais, incluindo caminhonetes com placas do Brasil e da Argentina.

Documentos de imigração argentinos indicam que Flávio Bolsonaro utilizou a mesma van em pelo menos três ocasiões, entrando no país com um passaporte italiano, seguido por entradas com carteira de motorista e um passaporte brasileiro, sendo a entrada com o passaporte italiano a única que permanece válida.

Além disso, o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) em dois inquéritos que investigam casos de lavagem de dinheiro relacionados a apostas e repasses para o filme Dark Horse, feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Willer negou participação em quaisquer atividades ilícitas.

A esposa de Flávio, Fernanda, e as duas filhas teriam seguido outro trajeto, partindo de Brasília em um avião até Cascavel, e, em seguida, embarcado na van da Dallas Travel, que também cruzou a fronteira com a Argentina no mesmo dia.

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