Onze homens foram detidos neste domingo (1º), suspeitos de atuar como flanelinhas nas ruas ao redor da Feira da Glória, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação foi realizada por guardas do Grupamento de Operações Especiais (GOE), que agiram após receber denúncias de populares sobre a presença de guardadores irregulares na região.
Os detidos foram levados à 9ª DP (Catete), onde passaram por averiguação. Todos acabaram liberados, mas um fato curioso foi registrado: um dos homens portava duas chaves de carros, que afirmou pertencerem a feirantes. Essas chaves foram apreendidas na delegacia, e uma delas foi posteriormente retirada por um casal.
A Guarda Municipal do Rio informou que, desde março, tem intensificado as ações preventivas de ordenamento do trânsito e segurança urbana em toda a extensão da feira, que vai da Rua Teixeira de Freitas até a Praça do Russel, incluindo a Avenida Rio Branco.
Patrimônio cultural
A Feira Livre da Glória foi oficializada como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro em julho de 2025. O local é conhecido por sua diversidade de produtos, que vão desde comidas e bebidas típicas até artesanato, roupas e objetos de decoração, além de ser palco de apresentações musicais, como rodas de samba. Em julho de 2025, o então prefeito Eduardo Paes transferiu o setor gastronômico da feira para a Praça Paris.
Operação da PF na Zona Sul
No mesmo dia (1º), a Polícia Federal também realizou uma operação contra indivíduos que transportavam drogas, conhecidas como “mulas” do tráfico, no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte. A Operação Escala tinha como objetivo o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel em Copacabana, zona que era utilizada por uma quadrilha especializada no envio de entorpecentes do Brasil para o exterior.
De acordo com as investigações, as “mulas” do tráfico permaneciam no local até receberem a droga e prepararem a substância para o transporte. Os suspeitos embarcariam em voos internacionais no Galeão. Durante a operação, a PF apreendeu diversos materiais usados para fixar a droga ao corpo e pinos contendo cocaína. Todo o material será submetido a perícia criminal para auxiliar nas investigações em andamento, que visam identificar e desarticular os demais membros da organização criminosa.