O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou ao Senado um prazo de 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment que enfrenta devido à recente intervenção no Ueno Bank. O fechamento dessa instituição financeira afetou os fundos de milhares de clientes, gerando grande preocupação e protestos.
Em uma mensagem publicada na rede social X, Peña informou que recebeu uma acusação detalhada, composta por 15 páginas e anexos de aproximadamente 300 folhas, na noite de quinta-feira (5). Ele enfatizou que não é possível se defender adequadamente em um intervalo tão curto como 12 horas e defendeu seu direito ao devido processo legal.
Peña, que permanece no cargo após a rejeição de sua renúncia pelo Congresso, ficou no centro da crise que se desenvolveu no país após a decisão do Banco Central do Paraguai (BCP) de fechar o Ueno Bank, levando a incertezas sobre os depósitos de muitas pessoas e bilhões de reais em recursos públicos.
O BCP havia alertado que o índice de solvência do Ueno Bank estava abaixo do mínimo exigido. Em sua defesa, Peña expressou sua disposição de explicar sua posição à população, mesmo que isso possa ser incômodo para certos setores políticos.
O presidente também divulgou uma carta ao presidente do Senado, Basilio Núñez, onde formalizou seu pedido de prorrogação. Núñez confirmou que os senadores foram convocados para tratar do impeachment, mas destacou a importância do direito à defesa.
A Câmara dos Deputados aprovou anteriormente a acusação contra Peña, que é acusando de “mau desempenho de suas funções”. Esta acusação destaca possíveis conflitos de interesse e transições irregulares entre o setor público e o privado, citando as relações de Peña com a Ueno Holding, cuja venda de ações ocorreu em março de 2025.