O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quarta-feira a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) para a presidência do Senado, após uma reunião das bancadas do partido que ocorreu na noite de terça-feira. Este lançamento acontece em um cenário de divergências dentro da oposição sobre quem deve se candidatar contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Rogério Marinho, que conta com o apoio de alguns integrantes da família Bolsonaro, enfrenta a concorrência da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também tem como objetivo a presidência do Senado. Tereza mantém conversas com Marinho para evitar a divisão de votos, mas a candidatura de ambos está confirmada.
“Eu e Tereza temos um acordo entre nós: não seremos candidatos um contra o outro”, afirmou Marinho, reiterando que ainda existe diálogo entre os dois. Tereza, por sua vez, destacou seu desejo de ser a primeira mulher a presidir o Senado e continua buscando apoio entre diferentes partidos, mesmo que sua candidatura contrarie a posição oficial de sua federação.
O PL terá 28 senadores a partir de fevereiro, e Marinho pretende usar essa força para reivindicar a presidência. Recentemente, ele e Tereza se reuniram para discutir uma possível unificação da oposição, mas não chegaram a um consenso.
Embora a candidatura de Tereza contrarie o apoio público da federação União Brasil e PP à reeleição de Alcolumbre, há divisões nas duas siglas. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) já se manifestou publicamente contra a reeleição de Alcolumbre, revelando a complexidade do cenário político atual.
O atual presidente do Senado também tem o suporte das direções do MDB, PSD e PT, mas a eleição ocorrerá por voto secreto. Essa dinâmica pode permitir que dissidências aconteçam dentro das bancadas. Assim, aliados de Tereza contestam os cálculos de Alcolumbre, sugerindo que ele pode ter menos votos do que o previsto.
A oposição também está em busca de apoio entre senadores do Republicanos, Podemos e PSDB, que juntos terão 16 parlamentares na próxima legislatura. Interlocutores de Marinho acreditam que ele poderá contar com votos em sete partidos, incluindo seu próprio, além de MDB, PSD e PP.