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Recusa de aparelhos na investigação sobre Dark Horse surpreende

Falhas em Lacres Resultam em Recusa de Análises

Pelo menos 17 aparelhos eletrônicos, incluindo celulares, notebooks e pen drives, foram recusados para análise pelos peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo. Essa decisão se deu devido a falhas nos lacres de segurança dos dispositivos.

Os aparelhos foram apreendidos em endereços relacionados a Karina da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme ‘Dark Horse’, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação da Polícia Federal se concentra no uso suspeito de emendas parlamentares direcionadas a empresas associadas à produtora.

Detalhes da Recusa Analisados por Peritos

As informações sobre a recusa dos aparelhos foram reveladas em documentos que tiveram segredo levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, neste domingo. Dino é o relator dessa investigação e destacou as lacunas relacionadas aos dispositivos recusados.

A perita criminal Vivian Menezes mencionou no termo de recusa, datado de 3 de junho, que “as guias apresentam vão suficiente para a entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação de dados no interior do equipamento”.

Implicações da Recusa e Ligação com Mário Frias

A mesma perita observa que os invólucros plásticos dos dispositivos tinham espaço suficiente para que os aparelhos pudessem ser retirados, evidenciando fraquezas na proteção dos itens em questão.

Os peritos apontaram um “defeito formal no invólucro do plástico em que estavam os aparelhos”, apresentando imagens que confirmam a recusa. De acordo com documento da Polícia Civil de SP, os aparelhos foram devolvidos à delegacia para readequação dos lacres, visando preservar a integridade dos objetos.

Ao analisar os documentos enviados pela Justiça paulista, Flávio Dino destacou que se fortaleceu a hipótese de um “sofisticado esquema” de desvio de recursos públicos. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) é mencionado como uma figura possivelmente central nesta suposta “arquitetura criminosa”.

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