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Operação Nexus: vereador é preso em esquema de tráfico e lavagem

Operação do Gaeco resulta em prisão de vereador em SP

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas prendeu, nesta terça-feira, o vereador do MDB Carlos Eduardo de Oliveira Franco, conhecido como Du Guaca, em Itatiba, interior de São Paulo.

A ação investiga um esquema suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cumprindo um total de 26 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão.

Suspeitas e vigilância suspeita

Segundo o Ministério Público, o vereador é acusado de fazer parte de um grupo que monitorava as forças de segurança na cidade, com vigilância constante. Esse sistema teria permitido ao grupo esconder drogas e interromper a comercialização quando policiais se aproximavam.

Os mandados de busca foram cumpridos tanto na residência do parlamentar quanto na sede da Câmara Municipal.

Ação coordenada e abrangente

Batizada de Nexus, a operação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar e mobilizou mais de 160 policiais. Entre as unidades envolvidas estão os Batalhões de Ações Especiais de Polícia e o helicóptero Águia, além do uso de cães farejadores.

Ao todo, 23 mandados foram cumpridos em Itatiba e três em Campinas, incluindo também um policial militar e três lojas de veículos como alvos.

Estrutura da organização criminosa

Conforme o Gaeco, a organização criminosa se estruturava em grupos com funções específicas, como comando, vigilância e lavagem de dinheiro. O principal investigado, apelidado de “Tim”, é associado ao PCC e possui antecedentes por tráfico de drogas e roubo.

Ele e sua esposa são considerados uma peça-chave no esquema, responsável pela lavagem de dinheiro e pelo comando das atividades ilícitas em um condomínio de alto padrão em Itatiba.

Investigações sobre veículos de luxo

Durante a investigação, “Tim” teria adquirido mais de 20 carros de luxo, incluindo marcas como Lamborghini, Ferrari e Porsche. Três lojas de veículos estão sendo examinadas por instâncias de lavagem de dinheiro.

A Corregedoria da Polícia Militar também está cumprindo mandado de busca relacionado a um policial suspeito de ligação com “Tim”, embora o Ministério Público não tenha divulgado detalhes sobre essa participação.

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