Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para seu quarto mandato, o foco agora recai sobre a formação de sua nova equipe ministerial. Com a expectativa de que as decisões sejam tomadas somente após o retorno de Lula de uma viagem à Turquia e às Filipinas, programada para depois do dia 16 de novembro, vários nomes estão sendo ventilados para compor a Esplanada.
Uma das principais novidades esperadas é a criação do Ministério da Segurança Pública, conforme prometido por Lula em sua campanha. O nome do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido por sua luta contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), desponta como uma das possibilidades para liderar essa nova pasta. Com forte histórico na segurança pública, ele é visto como um dos poucos com a capacidade e expertise para assumir essa função crucial. A efetivação da nova pasta, porém, depende da aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) relacionada à segurança no Senado.
Outro nome forte é o do governador do Piauí, Rafael Fonteles, cotado para o Ministério da Fazenda. Fonteles, que acumulou resultados positivos em investimentos sob sua gestão, se destacou durante a campanha de Lula ao incentivar uma comunicação mais efetiva nas redes sociais. Seu histórico técnico, combinado com um forte crescimento da arrecadação pública em seu estado, o coloca como um candidato viável para um dos ministérios mais estratégicos do governo.
Por sua vez, João Campos, ex-prefeito de Recife, é visto como uma escolha certa para o ministério, principalmente por ser o presidente do PSB, partido que é um dos aliados do PT. A expectativa é que Campos tenha seu nome cogitado nas conversas formais com Lula sobre o novo governo, embora ainda não haja definição sobre a pasta que ocuparia.
No que se refere ao Ministério da Fazenda, Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e integrante do PSB, também é mencionado como uma possibilidade forte com base em sua atuação durante a campanha. Sua experiência no governo e relações políticas podem ser determinantes para a economia.
Além desses, o ex-ministro da Educação, Camilo Santana, pode ser considerado para o novo Ministério da Segurança Pública ou ainda para a Casa Civil. O discurso mais firme de Santana contra a criminalidade pode adequá-lo à nova pasta, enquanto sua forte imagem em nível nacional o coloca como candidato à Casa Civil.
Outro nome que deve ser observado é o do deputado André Janones, que ganhou notoriedade durante a campanha digital de Lula. Ele pode ser considerado para a Secretaria de Comunicação Social (Secom), caso sua atuação contínua no Congresso não triunfe sobre um convite para o ministério.
Enquanto isso, o ex-ministro Fernando Haddad aparece como uma incógnita; especula-se que ele possa assumir o Ministério das Relações Exteriores, dada a sua experiência em negociações internacionais e seu histórico em fóruns globais.
As movimentações para a formação do novo governo incluem também mudanças esperadas no Ministério da Defesa, onde José Múcio Monteiro planeja deixar o cargo. As trocas nas lideranças das Forças Armadas podem levar a novos direcionamentos estratégicos na área da segurança e defesa nacional.
Ministros que foram bem avaliados no governo anterior podem ter novas funções, como Esther Dweck (Gestão), Leonardo Barchini (Educação) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário). Além disso, há especulações sobre as futuras nomeações de figuras como Gleisi Hoffmann e José Guimarães, que mantiveram proximidade com o presidente nos últimos períodos.