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Governo envia Força Nacional para reforçar segurança de aldeias indígenas no MS

A Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) foi mobilizada para aumentar a segurança em aldeias do Mato Grosso do Sul, em resposta a ameaças contra comunidades indígenas que surgiram após o segundo turno das eleições. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em uma reunião realizada em Dourados.

As operações de patrulhamento ocorrerão nas aldeias Sassoró, em Tacuru, Taquaperi, em Coronel Sapucaia, e Limão Verde, em Amambai, com um total de 145 agentes designados para as atividades. O ministro destacou a importância de atuação coordenada entre as forças de segurança locais e a FNSP para garantir a proteção das comunidades.

No encontro, que contou com a presença da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos estaduais como a Secretaria de Segurança Pública, foram discutidas estratégias para a proteção das aldeias e resposta às ameaças. A PF e o Ministério Público Federal (MPF) também abriram uma investigação sobre notícias de envenenamento da água na aldeia Sassoró, que circulam em grupos de mensagens.

Wellington César afirmou que a força-tarefa trabalhará em conjunto com a polícia estadual, enfatizando que as ações são fundamentais para a responsabilização dos ameaçadores. “Todas as providências necessárias foram adotadas nos casos específicos, que já estão sendo investigados em estágio avançado”, destacou ele em coletiva à imprensa.

O ministro de Povos Indígenas, Eloy Terena, informou que dois suspeitos já foram ouvidos pela PF e que o monitoramento da qualidade da água nas aldeias será intensificado. Além disso, dois servidores da prefeitura de Tacuru foram afastados após a divulgação das ameaças.

O Brasil registrou 40 casos de violência política contra indígenas entre julho e outubro de 2026, conforme dados da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Esse número representa, em média, uma ocorrência a cada três dias. As violências ocorreram em 15 estados e incluem diversas formas de agressão, como assassinatos e racismo. A maior concentração de violências foi observada entre o início da campanha eleitoral e o primeiro turno das eleições.

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