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São Paulo no Segundo Turno: Só Metade da Frota de Ônibus

Frota de Ônibus em São Paulo Durante o Segundo Turno

Em 25 de outubro, o segundo turno das eleições em São Paulo foi marcado pela operação reduzida de ônibus em diversos bairros. Dados do pesquisador Igor Novaes Lins, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), revelam que a frota da capital circulou com apenas 65% de sua capacidade total, variando entre 51% e 80% conforme a localidade.

Essa situação se consolidou em um cenário em que a expectativa era de que a frota tivesse igualado a dos dias úteis, conforme determinada por uma decisão liminar da Justiça Eleitoral. No entanto, a prefeitura, ao informar a disponibilidade, observou que diversas dificuldades operacionais impediram um atendimento pleno da solicitação judicial.

Desafios na Mobilização dos Transportes

Na manhã do dia 23 de outubro, a prefeitura comunicou as empresas responsáveis pelo transporte municipal sobre a necessidade de aumentar a frota de ônibus para o domingo do segundo turno.

Apesar do apelo, a atual gestão, chefiada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), encontrou obstáculos para implementar essa mudança em tão curto intervalo de tempo.

A gestão relatou que, entre 11h e 19h, circularam uma média de 6.928 ônibus. Em comparação, nos dias 21 e 23, foram 10.521 ônibus, indicando que a operação no segundo turno foi igual, ou até inferior, à do sábado anterior. A prefeitura alegou que a organização do transporte demandaria tempo para reajustar escalas de trabalho e demandas operacionais complexas.

Perguntas Sobre o Impacto na Votação

Lins, que coletou dados por meio da API Olhovivo da SPTrans, afirmou que é difícil determinar se a falta de ônibus afetou diretamente a abstenção ou beneficiou algum candidato.

Com a redução de veículos, ele identificou que as áreas com mais dificuldades de transporte coincidiram com aquelas que tinham forte apoio ao candidato Lula no primeiro turno.

No entanto, a análise de Lins não permite concluir que esses fatores tenham impactado o resultado final das eleições, dado que a abstenção caiu em toda a cidade.

Resposta da Prefeitura e Mobilizações Futuras

Após eventos que levantaram reclamações sobre filas e atrasos, a prefeitura se comprometeu a aprimorar a mobilização da frota para futuros eventos eleitorais. O prefeito Nunes mencionou que a gestão estava preparada para adotar um plano semelhante ao usado no primeiro turno, que operou com 50% da frota, o que teria sido considerado adequado para a demanda na ocasião.

Para ilustrar, durante o primeiro turno no dia 1º de outubro, a prefeitura havia informado que seria feita uma ampliação de 40%, permitindo assim que 6.900 ônibus circulassem. O número de operações no segundo turno, conforme reportado, foi de 8.814 veículos, 71% do total dos ônibus disponíveis.

Conforme a resposta da administração, a notificação sobre o aumento de frota foi recebida poucas horas antes do início da operação, dificultando assim a execução do plano.

A gestão está atenta aos desafios que surgem em momentos como este, buscando assegurar que a oferta de transporte atenda à demanda popular de maneira mais eficaz nas próximas oportunidades.

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