Golpes bancários pelo PIX em investigação
Um esquema que se disfarçava de atendimento bancário está na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que deu início à Operação Proxy para investigar um grupo suspeito de fraudar clientes ao realizar empréstimos e transferências via PIX sem autorização prévia.
Deflagrada na segunda-feira, a operação concentra-se em Irajá, na Zona Norte, e em Campo Grande, na Zona Oeste, onde agentes da 57ª DP (Nilópolis) cumprem mandados de busca e apreensão.
Os investigadores estão em busca de provar a atuação dos fraudulentos, que utilizavam estabelecimentos comerciais com a identidade visual de uma instituição financeira para trazer uma falsa sensação de segurança, especialmente a clientes idosos e em situações vulneráveis.
Modus operandi e identificação das vítimas
Sob o pretexto de fornecer serviços legítimos, os golpistas levavam as vítimas a entregar seus celulares e a acessar informações sensíveis, resultando em empréstimos e transações bancárias não autorizadas.
A investigação revelou uma organização coordenada, envolvendo a captação de vítimas, emprego de contas de terceiros e movimentação dos valores através das fraudes.
Esta ilegalidade não se restringe apenas a uma região, pois ocorrências semelhantes foram registradas na Zona Oeste, sugerindo uma continuidade das ações criminosas por parte do grupo em questão.
Busca por provas e novos desdobramentos
Os policiais estão focados na apreensão de celulares, computadores e documentos que possam ajudar a esclarecer o esquema. A análise dos dispositivos eletrônicos deve revelar os beneficiários das transações fraudulentas e detalhar as contribuições de cada envolvido, além de identificar outras potenciais vítimas.
Assim, a operação não só busca responsabilizar os perpetradores, mas também prevenir futuras fraudes, reforçando a importância da segurança nas transações financeiras online.