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MP Eleitoral pede suspensão da candidatura de Canella no TSE

Pedido de Impedimento de Registro

A Procuradoria-Geral Eleitoral solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que negue o registro de Márcio Canella para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O MP aponta que o político, que obteve a segunda maior votação, está sob investigação por vínculos com uma organização criminosa armada e pela indicação de líderes milicianos em sua administração em Belford Roxo.

Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, vice-procurador-geral eleitoral, enfatiza que há evidências de que Canella facilitou a infiltração de milicianos na administração pública e recebeu apoio explícito das milícias durante sua campanha. Além disso, o parecer ressalta que a Constituição não admite a utilização de organizações paramilitares na política.

Investigação e Implicações Criminais

Espinosa enfatizou o contexto da prisão preventiva de Canella, que ocorreu em 15 de outubro, no âmbito da Operação Unha e Carne. A investigação revela que ele estaria intimamente ligado a milícias atuantes na Baixada Fluminense, com indícios de sua participação na lavagem de dinheiro através de uma rede de postos de combustíveis.

O vice-procurador igualmente mencionou que, durante seu mandato na Assembleia, Canella nomeou a esposa de um miliciano para uma função em seu gabinete, além de ter escolhido líderes milicianos como secretários na prefeitura. Ambos os nomeados tentaram se candidatar em 2024, mas tiveram suas candidaturas barradas pela Justiça Eleitoral devido ao envolvimento com crimes.

O Papel de Canella na Organização Criminosa

Segundo as autoridades, Canella é descrito como um “patrono político” do Comando Vermelho e um elo entre o governo e a rede criminosa. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. As investigações indicam que Canella recebeu repasses financeiros em espécie para continuar suas atividades ilícitas.

Como consequência de sua nomeação e da natureza de suas relações, o MP pede ao TSE que reconsidere sua decisão anterior sobre o registro. A ação visa, portanto, preservar a integridade do processo eleitoral e evitar que milícias e organizações criminosas interfiram na política do estado.

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