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Moradores de comunidade em Niterói pedem obras de contenção após deslizamento

A comunidade do Rato Molhado, localizada no Maravista, Itaipu, em Niterói, enfrenta um clima de apreensão constante em razão de riscos de novos deslizamentos, especialmente em épocas de chuva intensa. Um incidente ocorrido em 14 de setembro, onde parte da contenção de uma via cedeu, resultou na interdição de imóveis e acentuou a demanda, já antiga, por obras de contenção de encostas e pavimentação na região.

Uma moradora que teve sua residência interditada buscou ajuda no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para encontrar um lugar para viver, mas relatou que não recebeu o auxílio-moradia devido à falta de novos beneficiários. Em vez disso, foi oferecido o encaminhamento para um abrigo. Ela destacou: “Fui ao Cras, entreguei o documento e expliquei que minha casa tinha sido interditada. A funcionária disse que não havia mais esse auxílio porque o Estado estava falido e não estava pagando novos beneficiários.”

Eduardo Gomes Marques, ex-presidente da Associação de Moradores do Maravista, destaca que os problemas com deslizamentos são recorrentes na comunidade já há muito tempo. Em 2020, uma parte de uma encosta havia cedido, e a vizinhança montou um mutirão para retirar entulhos. “Graças a Deus a dona da casa não estava no quarto, não estava na parte onde o muro caiu. Senão, tinha sido esmagada”, comenta, preocupado com a segurança de todos os moradores, que incluem cerca de 200 famílias.

O atual presidente da associação, Cristiano Silva de Jesus, reiterou a necessidade de obras de contenção e pavimentação, afirmando já ter se reunido pessoalmente com o prefeito Rodrigo Neves, mas sem resposta sobre o início das intervenções previstas. “São duas obras anunciadas que eram para sair – a pavimentação e a contenção”, diz Silva.

A preocupação na comunidade não abrange apenas as casas interditadas. Silva afirma que, quando as chuvas começam, algumas mães sentem a necessidade de retirar seus filhos da localidade por medo de novos deslizamentos. O vereador Anderson Pipico (PT) também está em contato com o governo municipal, com a expectativa de que o projeto de urbanização do Morro da Luz avance logo, facilitando as condições de segurança da região.

Pipico comenta sobre sua inclinação em acelerar a emissão de um laudo pela Defesa Civil que pode viabilizar intervenções emergenciais, além de alertar sobre postes de eletricidade com risco de queda, que também preocupam os moradores.

A prefeitura, em resposta a essas questões, afirmou que diversas obras de contenção de encostas foram realizadas nos últimos anos. O município declarou que novos projetos de contenção foram divididos em duas partes, e uma delas, situada atrás da unidade de Médico de Família Comandante Manuel Piñero Losada, foi concluída no final de 2023, com investimento de R$ 968 mil. A conclusão da fase de engenharia da outra parte está na etapa de contratação.

De acordo com a Defesa Civil, após o deslizamento em setembro, cinco ocupantes de quatro imóveis foram afetados, recebendo acompanhamento por meio do Cras. Já a Enel Distribuição Rio se comprometeu a atuar junto à prefeitura para vistoriar postes e programar sua substituição com rapidez.

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