Contexto da Prisão do Secretário
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. Essa decisão surge após 75 ônibus do transporte público da capital baiana terem sido impedidos de sair das garagens neste domingo. A justificativa da secretária é de que os veículos portavam adesivos com o número de votação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que levou à medida restritiva.
Souza, que atualmente está em Paris para eventos institucionais, enfrenta graves consequências devido à situação.
Szporer destacou a necessidade de um restabelecimento imediato do transporte coletivo municipal, uma vez que os eleitores enfrentaram grandes dificuldades de locomoção pela manhã. A determinação foi impulsionada por um pedido da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).
Problemas com o Transporte em Várias Cidades
Além de Salvador, problemas semelhantes foram relatados em outras cidades brasileiras. Em São Paulo, a Justiça Eleitoral também exigiu que a Prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota de ônibus municipais em operação durante o dia das eleições.
Essa decisão foi fruto de uma ação popular dos parlamentares do PSOL.
Os eleitores de diversas localidades, como Maceió, Belém, e Teresina, expressaram queixas sobre atrasos e até cobrança de tarifas, enquanto buscavam se dirigir aos locais de votação neste dia importante. Em Salvador, o prefeito Bruno Reis (União) assegurou que os problemas operacionais que atrasaram os ônibus já eram resolvidos e a frota estava disponível para atender aos eleitores.
Medidas de Fiscalização e Consequências
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), colocou à disposição os policiais treinados para dirigir os ônibus, enfatizando que não aceitará quaisquer tentativas de obstruir o direito de voto da população. O comandante do TRE baiano impôs uma multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento de sua decisão, além de solicitar à Polícia Civil que fiscalizasse a implementação das medidas, inclusive com o uso de drones.
O Procon da Bahia, em uma ação de fiscalização durante o dia de votação, identificou 55 veículos parados, apesar de serem considerados aptos a rodar.
Essa situação ressalta a necessidade de uma fiscalização contínua para garantir o acesso dos eleitores às urnas.
Enquanto isso, em São Paulo, a prefeitura decidiu manter o mesmo esquema de transporte público utilizado no primeiro turno, ignorando pedidos de ampliação da frota para os dias úteis. A situação gerou filas em vários pontos de ônibus, mostrando a urgência de uma resposta eficaz.
Por fim, o cumprimento das imposições judiciais em diversas cidades exigiu uma organização clara para garantir que os eleitores pudessem exercer seu direito ao voto, especialmente em um cenário em que dificuldades de locomoção foram amplamente notadas.