Na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, o Ibovespa registrou uma queda superior a 18%, marcando a maior desvalorização semanal desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, e a quinta maior desde a implementação do Plano Real, em 1994. Este movimento foi impulsionado pela reprecificação das ações brasileiras, especialmente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um levantamento da Elos Ayta indicou que a desvalorização das ações coincidiu com a registrada durante a semana dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Ao longo da semana, o Ibovespa caiu por cinco pregões consecutivos, fechando em baixa de 0,75% na sexta-feira.
No acumulado do mês de outubro, a Bolsa já apresentava uma desvalorização de 9,75%, a maior desde junho de 2022. Apesar dessa queda, ainda no ano, o índice soma um aumento de 4,22%.
A pressão sobre os ativos brasileiros se intensificou após o segundo turno das eleições presidenciais. No dia 26 de outubro, a Bolsa registrou um circuit breaker em um pregão onde o índice despencou quase 14%, dando início a uma sequência negativa.
Segundo o estudo da Elos Ayta, essa desvalorização resultou em uma perda de R$ 873 bilhões no valor de mercado das empresas listadas na B3. As maiores quedas semanais históricas do Ibovespa incluem: 22,17% em 31 de outubro de 1997, durante a crise financeira asiática; 20,01% em 10 de outubro de 2008, em meio à crise financeira global; 18,88% em 20 de março de 2020, pela Covid-19; e 18,12% em 14 de setembro de 2001, após os atentados nos EUA.
O que caracteriza a recente queda do índice é que ela foi desencadeada por eventos políticos internos, diferente das quatro maiores perdas históricas que estiveram ligadas a crises externas. Isso reflete a alteração nas expectativas dos investidores frente aos resultados eleitorais recentes.