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Eleitores de São Gonçalo enfrentam longas esperas por ônibus

Demora no Transporte Público em Dia de Eleição

Neste domingo, os eleitores de São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, enfrentaram grandes dificuldades devido à lentidão nos transportes públicos. Moradores relataram esperar até uma hora nos pontos de ônibus, mesmo com o decreto da prefeitura que instituiu a gratuidade do transporte para facilitar o acesso aos locais de votação.

Informações do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) indicam que a prefeitura e as concessionárias foram intimadas a cumprir a legislação após denúncias de irregularidades. No entanto, até o momento, não foram apresentadas comprovações do descumprimento por parte das autoridades.

Caminhada Arriscada para Votar

Núbia de Oliveira, 24, tentou votar no bairro Lindo Parque e, após esperar pelo ônibus por quase meia hora, decidiu caminhar por 40 minutos até sua seção eleitoral devido à falta de transporte. “Eu fui exposta a uma situação de perigo. Tenho medo de ser alvo de violência aqui, pois a cidade é conhecida por suas tensões políticas”, desabafa.

Outros eleitores também relataram experiências similares. Oscar Galdino, de 70 anos, esperou mais de uma hora para conseguir um ônibus que o levasse ao Centro da cidade, e Manuela Soares, de 20 anos, viu sua espera aumentar para 50 minutos, o que é quase o triplo do habitual.

Problemas Aumentam com Acidente de Trânsito

Além da lentidão normal do transporte, um acidente entre um carro e uma moto contribuiu para a piora da situação em vários pontos da cidade. Suelen Santos, 38, viu o trânsito ser paralisado e ainda aguardou por transporte já atrasado.

Daniel Sebastian, 24, descreveu um ônibus lotado, onde ele e outros passageiros tiveram que entrar pela porta de trás devido à superlotação gente no interior do veículo. Com a diminuição da frota, a espera e os problemas de transporte se tornaram ainda mais evidentes este ano.

Reações das Autoridades e Denúncias

A prefeitura, liderada pelo Capitão Nelson, afirmou que a suspensão do pagamento das passagens é uma medida para facilitar a votação. Em contrapartida, denúncias de atrasos de transporte e lotação excessiva circulam nas redes sociais.

Deputados locais, como Rick Azevedo (PSOL) e Anielle Franco (PT), criticaramm a situação. Azevedo sugeriu que uma eventual redução intencional da frota poderia ser considerada crime, e Franco enfatizou a importância do acesso ao voto como um direito constitucional.

Resposta do Setor de Mobilidade

A Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove) afirmou que as linhas operam conforme a programação do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ), mas reconheceu possíveis atrasos devido ao trânsito.

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