Incidente em Feira de Ciências Choca Pais
Uma cena alarmante no Colégio Tamandaré, durante a feira de ciências no Recreio dos Bandeirantes, gerou preocupação entre pais e alunos. Uma criança estava realizando testes de glicose em outras crianças, utilizando lancetas que já haviam sido usadas em até três pessoas diferentes. Essa situação levou a um desespero silencioso entre os responsáveis, que temem pelas consequências para a saúde de seus filhos.
Entre os depoimentos, um pai relatou que sua filha optou por não participar devido ao medo de ser furada. “O que mais me chamou a atenção foi a mistura de crianças e a falta de cuidados com a esterilização dos equipamentos”, desabafou. A situação se tornou ainda mais grave quando uma mãe expressou a angústia de seu filho de 12 anos, que repetidamente pergunta: “Mãe, eu vou morrer?”.
Busca por Atendimento e Preocupações com a Saúde
Até o domingo seguinte ao evento, pelo menos 23 pessoas buscaram atendimento médico, com 20 delas no Hospital Municipal Lourenço Jorge. A escola, por sua vez, informou que outros três alunos procuraram unidades de saúde particulares. Os pais se sentem injustamente deixados à mercê de uma experiência que deveria ter sido segura.
Uma mãe relatou ter registrado um boletim de ocorrência pela internet após sua filha retornar do hospital em estado de desespero, preocupada com a possibilidade de contrair doenças como HIV. Outro pai também ressaltou a responsabilidade da escola e da mãe da estudante responsável pelo teste, que estava presente durante a testagem.
Reações da Escola e Providências Tomadas
O vice-diretor-geral do colégio, Antonio Henrique, esclareceu que o uso do equipamento foi feito sem autorização e que a intenção era apenas apresentar o aparelho. Ele afirmou que todos os testes realizados foram negativos e garantiu que a equipe da escola interrompeu a atividade assim que percebeu o que estava acontecendo.
Profissionais de saúde do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho estarão disponíveis na escola para orientar as famílias afetadas. A direção do colégio informou que testes médicos estarão disponíveis, mas não de forma imediata. A situação chamou a atenção até mesmo de especialistas que nunca tinham ouvido falar de algo semelhante em suas longas carreiras.
Investigação em Andamento
A Polícia Civil já registrou o ocorrido e está ouvindo testemunhas para conduzir uma investigação. O caso levanta questões importantes sobre os cuidados e supervisões necessárias em ambientes escolares, destacando a urgência de protocolos rigorosos para a segurança dos alunos em eventos educacionais.