O desabamento de um prédio de quatro andares na noite de 6 de novembro de 2026, na região do Brás, em São Paulo, pode estar relacionado ao excesso de peso das mercadorias armazenadas no local. Essa informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, durante uma coletiva de imprensa.
O secretário afirmou que o estabelecimento havia recebido dois contêineres de produtos ao longo do dia, sendo que um deles foi descarregado de manhã e os itens foram levados para o andar superior. O segundo contêiner começou a ser descarregado por volta das 18 horas, o que resultou em um total de 35 pessoas no interior do imóvel no momento do colapso.
De acordo com Nico Gonçalves, a informação sobre os contêineres foi fornecida pela proprietária da loja, identificada como uma mulher chinesa, por meio de um intérprete. Ela relatou que o prédio tinha duas lajes e um mezanino, localizado sobre o escritório, onde havia uma gama significativa de mercadorias empilhadas.
Ainda assim, a causa definitiva do desabamento depende da confirmação da perícia, que avaliará a estrutura do imóvel. Segundo dados coletados, o prédio, situado na Rua Maria Joaquina, número 192, não possuía um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) regular, o que é um requisito legal para garantir a segurança contra incêndios.
Adicionalmente, a Prefeitura de São Paulo informou que o estabelecimento não tinha um alvará de funcionamento em vigor. As autoridades municipais também destacaram que não houve registros anteriores de denúncias sobre as condições de segurança do edifício nos canais de atendimento da cidade.
O desabamento ocorreu por volta das 18h30, e 35 pessoas estavam no prédio no momento do incidente. Das quais, oito conseguiram sair por conta própria e 27 foram resgatadas pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Quatro pessoas foram levadas à UPA da Mooca com ferimentos leves, mas sem risco de morte.
Na manhã seguinte, os bombeiros iniciaram a retirada dos escombros com a ajuda de maquinário, após interromperem os trabalhos durante a madrugada devido à instabilidade da estrutura e ao risco de novos desabamentos. Até o momento, não há registros de pessoas desaparecidas em decorrência do acidente.