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Aplicação de Teste de DNA Para HPV Avança na Saúde Pública

Iniciativa do Rio de Janeiro: Avanço nos exames de HPV

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) está promovendo uma revolução no rastreamento do câncer do colo do útero com a ampliação do teste de DNA para detecção do vírus HPV. Desde fevereiro, a tecnologia foi incorporada à rede pública e já analisou mais de 60 mil amostras, oferecendo uma alternativa eficaz ao tradicional exame Papanicolau.

A estimativa é que até o final do ano, o novo método esteja disponível em todas as unidades de atendimento ginecológico, promovendo um cuidado mais preciso e abrangente para as mulheres.

Capacitação e Acesso para Profissionais de Saúde

Com o objetivo de implementar adequadamente essa nova abordagem, a SES-RJ já iniciou a capacitação dos profissionais da atenção primária e da saúde da mulher. O protocolo é direcionado a mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos, abrangendo um grupo significativo da população que necessita de cuidados específicos.

Graças à capacidade do teste de DNA de identificar o vírus antes mesmo do aparecimento de lesões, a nova tecnologia reduz a taxa de falsos negativos, que afetam muitos resultados do Papanicolau, cuja precisão gira em torno de 50%.

Importância da Continuidade no Cuidado Preventivo

Vale ressaltar que a introdução do teste de DNA para HPV não exclui a necessidade de acompanhamento preventivo regular. As mulheres devem seguir as orientações dos profissionais de saúde, que podem recomendar um retorno anual ou semestral, dependendo do caso individual.

Prevenção do HPV: Vacinação e Uso de Preservativos

A prevenção contra o HPV é fundamental e pode ser realizada através da vacinação e do uso de preservativos. A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, com a administração em dose única para pessoas de 9 a 14 anos, além de uma estratégia de resgate para jovens de até 19 anos não vacinados.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece acessos específicos para adultos imunossuprimidos de até 45 anos, incluindo aqueles vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de violência sexual.

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