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Redução de combustíveis fósseis é urgente e possível, afirma relatório pré-COP31

Um relatório entregue pela presidência da COP30 aos sucessores destaca que a transição dos combustíveis fósseis é uma medida econômica “urgente, inevitável e possível”. O documento, conhecido como “mapa do caminho”, serve como guia para a implementação das promessas de redução de emissões de CO2 estipuladas no Acordo de Paris, em resposta à crise climática.

O relatório aborda a necessidade de cortar o uso de combustíveis fósseis e também trata de questões como o desmatamento. Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, essa abordagem quer fornecer diretrizes para os países avançarem na luta contra a mudança climática, considerando suas diferentes capacidades e vulnerabilidades.

Embora os novos relatórios não sejam documentos de adesão obrigatória, devido à ausência de negociação formal, eles visam orientar ações que cada país pode tomar em curto prazo. A mensagem central é que todos os países têm a capacidade de iniciar esse processo de mudança agora, equilibrando a necessidade econômica com a urgência climática.

Os mapas do caminho foram elaborados a partir de uma vasta consulta a especialistas e são considerados um legado importante antes da COP31, que ocorrerá em Antália, Turquia, no próximo dia 9. O relatório sugere que a redução da produção de combustíveis fósseis deve ser alinhada à demanda para evitar oscilações econômicas e ressalta o papel vital das energias renováveis na transformação do setor energético.

O texto também adverte sobre o risco que a superprodução de combustíveis fósseis pode gerar, prolongando a dependência desses recursos e tornando investimentos futuros obsoletos. Apesar de abordar questões delicadas para países produtores de petróleo, a visão do relatório sugere que as empresas estatais têm um potencial maior de se adaptarem a essa transição devido à sua ligação com a política energética nacional.

Uma das preocupações levantadas é a defasagem na precificação do carbono, que atualmente cobre apenas 29% das emissões, além do investimento em energia limpa que permanece baixo. Para resolver questões ambientais, o relatório também sugere um aumento significativo nos investimentos em conservação florestal, que atualmente estão aquém do necessário.

Os dois mapas do caminho apresentados, junto com outro já divulgado, fortalecem a expectativa de que as orientações do Acordo de Paris possam avançar de um estágio de negociação para efetiva implementação. O embaixador Corrêa do Lago enfatiza que é crucial agir com rapidez, abrindo oportunidades para cooperação entre diferentes setores e países.

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