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Brasil propõe transição de combustíveis fósseis na COP30, enquanto amplia extração de petróleo

No último ato da COP30, realizado em Belém, o Brasil apresentou um relatório que enfatiza a urgência de uma transição dos combustíveis fósseis. A proposta, feita pela presidência brasileira da conferência, ocorre em um momento em que o país ainda não finalizou seu plano de transição energética e mantém a possibilidade de expandir a exploração de petróleo.

O relatório recomenda medidas para acelerar a redução das emissões e foi elaborado a partir de 267 contribuições de especialistas de diversos setores. Os “mapas do caminho” apresentados têm como objetivo orientar a implementação das metas do Acordo de Paris, levando em consideração as diferenças econômicas e geopolíticas entre os países.

Mapas do Caminho: Diretrizes e Desafios

Os mapas identificam diferentes perfis de países, ou “arquétipos”, que consideram a demanda e oferta de energia, vulnerabilidade climática e capacidade de financiamento. Ana Toni, CEO da COP30, destacou que a transição deve ser ajustada para o contexto de cada nação, enfatizando que existem realidades muito díspares entre países como Brasil, Guiana e Noruega.

Relação entre Oferta e Demanda de Combustíveis Fósseis

O documento enfatiza que a redução na produção de petróleo, gás e carvão deve acompanhar a diminuição da demanda. Caso contrário, isso pode resultar em choques econômicos significativos. O papel das petroleiras estatais também é destacado, visto que essas empresas podem direcionar melhor os investimentos para a transição energética em comparação com companhias privadas.

No entanto, o governo brasileiro ainda explora novas oportunidades de extração de petróleo, como na Margem Equatorial e na Bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras recebeu autorização para pesquisa exploratória. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que a exploração de petróleo é um fator a ser considerado mesmo com as novas diretrizes apresentadas.

Financiamento Internacional e Conservação das Florestas

Além das diretrizes sobre combustíveis fósseis, o relatório também enfatizou a necessidade de um maior financiamento internacional para a conservação das florestas, estimando que o financiamento florestal global alcançou US$ 84,5 bilhões em 2023, frente à necessidade de mais de US$ 300 bilhões anuais até 2030.

Essa proposta pode servir como um elemento de pressão diplomática na próxima COP31, em Antália, onde a Turquia irá presidir as discussões e pode incorporar recomendações em futuras decisões, caso haja consenso entre os países participantes.

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